Gás Natural: As Principais Informações Sobre Esse Tipo de Combustível

O gás natural (GN) e o gás liquefeito de petróleo (GLP) são duas opções populares no mercado energético, cada uma com características próprias e vantagens distintas. Enquanto o GN é valorizado pela sua eficiência e menor emissão de gases poluentes, ele enfrenta oscilações de preço e é vantajoso apenas para grandes volumes de consumo, acima de 300 mil m³ mensais.

Em contrapartida, o GLP se destaca como um combustível limpo e versátil, que reduz a emissão de carbono e apresenta excelente poder calorífico, sendo amplamente usado em residências e indústrias.

Este artigo analisa os prós e contras de ambos os combustíveis, considerando as restrições econômicas e políticas que impactam o GN, especialmente em cenários de crise e guerra, e as vantagens ambientais e de manuseio do GLP, uma alternativa que reduz a necessidade de desmatamento e minimiza o impacto no meio ambiente.

Desvantagens do Gás Natural

O gás natural, apesar de suas qualidades, enfrenta desafios consideráveis. Em meio a guerras e tensões geopolíticas, o GN (gás natural) está sujeito a restrições econômicas e políticas severas, influenciando seu preço e disponibilidade. Além disso, ele tem preço oscilante e somente compensa em relação ao GLP em consumos superiores a 300 mil m³ mensais.

Outro ponto é que, diferentemente de alguns impostos que incidem sobre o valor total da fatura, o ICMS é calculado apenas sobre o valor da molécula de gás. Isso exclui os termos fixos da fatura e desconsidera tributos adicionais como PIS e COFINS, impactando a previsibilidade dos custos para o consumidor.

Comparação com o GLP

Vantagens do GLP

O GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) surge como uma alternativa de combustível limpa e eficiente, apresentando características importantes:

  1. Emissões Reduzidas: Emite menos carbono em comparação a outros combustíveis, o que minimiza o impacto ambiental.
  2. Alto Poder Calorífico: Segundo a Tabela 2, o GLP possui uma qualidade de queima excelente e é adequado para diversos usos, como cozimento, aquecimento e processos industriais.
  3. Sustentabilidade: Conforme dados da Liquigás, um botijão de 13 kg de GLP substitui a queima de cerca de dez árvores, economizando milhões de árvores anualmente, com um consumo médio de 340 milhões de botijões por ano no Brasil.

Além disso, o GLP é seguro e de fácil manuseio e armazenamento, atendendo a testes rigorosos de qualidade. A Petrobras, por exemplo, realiza um processo de dessulfurização no GLP, garantindo que ele não seja corrosivo e passe no teste de não corrosão em lâmina de cobre a 37,8 ºC durante 1 hora.

Isso o torna ideal para uso doméstico, inclusive em cozinhas, por não produzir fuligem e, assim, não contaminar os alimentos.

Cenário Global do Gás Natural

O gás natural ocupa um papel fundamental na matriz energética mundial, sendo uma alternativa menos poluente em comparação a outros combustíveis fósseis. No entanto, a inconstância de preço e o impacto ambiental dos processos de extração desafiam a visão do GN como solução definitiva.

Considerações Finais

Conclusão

A escolha entre gás natural (GN) e gás liquefeito de petróleo (GLP) deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa de fatores como necessidades de consumo, custo-benefício, impacto ambiental e limitações econômicas. O GN, com seu potencial de menor emissão de poluentes e alto poder calorífico, pode ser uma solução eficaz para grandes consumidores que ultrapassem o consumo mensal de 300 mil m³, compensando seu custo variável.

No entanto, as oscilações de preço e a exposição a restrições econômicas e políticas, especialmente em períodos de instabilidade global, tornam seu uso mais complexo para pequenos consumidores ou usuários domésticos.

Em comparação, o GLP oferece praticidade e sustentabilidade em menor escala, sendo mais acessível para o uso residencial e industrial de médio porte. Por ser um combustível limpo e seguro, ele não apenas atende às necessidades energéticas cotidianas, mas também minimiza o impacto ambiental, reduzindo a emissão de carbono e evitando o desmatamento.

Além disso, sua produção segue processos rigorosos de controle de qualidade, como o teste de dessulfurização, o que o torna seguro para aplicações que exigem um combustível não corrosivo e de baixa emissão de resíduos.

Portanto, o GN e o GLP têm seu espaço na matriz energética e são opções viáveis para diferentes perfis de consumo. A demanda por fontes energéticas mais sustentáveis e o compromisso com a redução das emissões de carbono tornam o GLP uma escolha segura para residências e pequenos negócios, enquanto o GN pode se manter como alternativa importante em indústrias de grande porte.

No contexto de transição energética, é essencial que o uso de ambos os combustíveis seja acompanhado por inovações e investimentos que reduzam ainda mais seu impacto ambiental, apoiando um futuro mais limpo e sustentável.

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